Os requisitos para preparar esta bebida são os mesmos de qualquer gastronomia feita com qualidade: Ótimos ingredientes, boa receita e executante caprichoso.
Mais isso ainda não acontece com frequência no café... Mesmo com a enorme oferta de máquinas e grãos de excelente qualidade, diariamente nos deparamos com um café mal tirado, frio, e sem sabor ou com gosto ruim. E, em alguns momentos, acabamos tomando-o. Nada pior do que isto para estragar o café da manhã, almoço, jantar ou uma pausa durante o dia. Nós, consumidores, buscamos sempre o melhor e, no café, não pode ser diferente.
Ninguém em sã consciência aceita tomar água sem sabor duvidoso, ou sem conhecer a procedência, sem analisar as características básicas ( Inodora, insípida e incolor). No café é a mesma lógica. Faça um pedido, se ele não estiver bem tirado ou com a aparência de que não foi bem tratado, mande voltar ou reclame! Só assim conseguiremos realmente provar um verdadeiro café e encontrar sabores diferentes. Está em nossas mãos e temos de ser mais exigentes.
Nesta história toda há um grande aliado: O Barista. Profissional que se dedica a preparar o café com paixão e atenção. Esta profissão com espaço garantido no mercado, seja em cafeterias, restaurantes,... Mais uma coisa é fato: Sem ele o café não merece o cuidado que merece. Fazendo uma comparação, é como a relação do Sommelier com o vinho, do Chef com a comida, do Confeiteiro com a sobremesa.
E este amor pelo café nos faz transbordar nesse universo.
Por : Neto Menezes
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
ARTE NO CAFÉ COM LEITE
Após ter assistido por alguns anos a essas formas maravilhosas brotando na superfície do café, hoje eu penso nelas como um "CAPTURED FLOW" (Capturar e conter numa xícara algo que estava em movimento). Para mim, a beleza das rosettas ou dos corações sempre foi a tentativa de congelar no tempo algo que estava tão tênue e efêmero. Agora eu as considero uma arte legítima e não mais somente um acabamento para um espresso de boa qualidade.O modo de ensinar essa arte também evoluiu ao longo do tempo. Agora, antes de tudo, ensinamos a despejar o leite. Essa técnica é conhecida como "FREE POUR", na qual o leite é vaporizado após atingir uma textura bem aveludada e o desenho é feito sem o uso de outros utensílios além da leiteira. Desencorajamos qualquer invencionice feita com a leiteira, ou qualquer outra invenção que tente direcionar o fluxo. De fato, costumo dizer que se soubermos manter o fluxo do leite, qualquer coisa que nós despejarmos ficará lindo desde o primeiro dia em uma cafeteria. Em contrapartida, LATTE ART sem fluxo é algo que me parece uma flor atopelada por um caminhão.
Mais o que exatamente eu quero dizer com o "fluxo"? Quero dizer a velocidade com que o leite corre ao sair da leiteira(pitcher). Basicamente, é um fluxo lento-rápido-lento, feito enquanto se desenham as imagens.
Assim como os desenhos de areia tibetanos, o latte art é efêmero, perdendo a sua textura e seu brilho em cerca de um minuto. O curioso, é que, muitas vezes, os clientes dizem "É tão bonito que dá até pena de beber". O que costumo responder? "Não tem problema, amanhã eu faço outro pra você".
"A arte continuará sendo celebrada."
Por: Neto Menezes
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